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Duvida

São Paulo avalia como minimizar perda com Jean, que já custou ao clube mais de R$ 8 milhões

Após várias semanas estudando

10/01/2020 15h53
Por: Redação
Fonte: Portal MSN

Após várias semanas estudando o que fazer, o departamento jurídico do São Paulo decidiu suspender o contrato do goleiro Jean até seu término, em 31 de dezembro de 2020, o que significa que ele não treinará, não jogará e não receberá salários do clube. A decisão tomada na noite da última quinta-feira é para evitar que o clube perca mais do que já investiu e não corra risco de sofrer problemas legais. 

A decisão anterior, tomada em 18 de dezembro, data em que Jean foi preso em Orlando, nos Estados Unidos, por agredir a esposa Milena Bemfica durante as férias da família, era mais radical: rescisão por justa causa. Embora ele tenha sido liberado um dia depois, a repercussão negativa do caso e a manifestação de torcedores nas redes contrários ao goleiro reforçou que o caminho deveria ser mantido.

Naquele momento, contudo, o clube nada pôde fazer porque Jean estava em período de férias. Era preciso esperar o retorno dele ao trabalho para fazer a rescisão legalmente. Isso poderia ter ocorrido na última segunda, terça, quarta, quinta... Nada aconteceu.

Uma avaliação interna sugeriu cautela. As cláusulas do contrato entre as partes não eram suficientemente claras para justificar uma rescisão como fora pensado. Uma avaliação mais conservadora indicou que o São Paulo poderia ter futuros problemas na esfera trabalhista.

Foram estudadas alternativas. O goleiro não se reapresentou com o elenco na última quarta porque o São Paulo tentava negociá-lo com o Ceará. E-mails já tinham sido trocados entre as diretorias, o acerto estava encaminhado, faltando a assinatura do contrato, mas a reação da torcida do Vozão nas redes sociais contra o jogador e a repercussão negativa fez a diretoria cearense recuar.

O Ceará desistiu da contratação. Acabou fechando com Fernando Prass nos últimos dias.

Isso trouxe ao São Paulo a impressão de que dificilmente Jean arrumaria um clube no Brasil neste momento. Fora do país a direção teria de achar interessados. Soluções que dependem mais do que a vontade do clube e do goleiro. 

O São Paulo já contabiliza um custo de mais de R$ 8 milhões em Jean. Investiu R$ 6 milhões para contratá-lo do Bahia, negociação conduzida pelo antigo diretor executivo de futebol, Vinícius Pinotti, e pelo menos mais R$ 2 milhões entre salários, décimo terceiro salário e prêmios.

O cenário ideal é tentar uma negociação para amenizar parte do que foi investido. O cenário mais provável é uma rescisão amigável, com o São Paulo pagando até alguns meses de salário para evitar futuras brigas jurídicas no futuro.

O meio termo foi suspender o contrato. O que não impede uma negociação, embora deixe o jogador sem remuneração.

O que é certo é que a direção não vai investir em outro goleiro. O primeiro reserva será Lucas Perri, 22, e que já teve oportunidade de passar pelo Crystal Palace, da Inglaterra, no ano passado. Mesmo sem jogar, teve a vivência em outra liga, outro ambiente e outros métodos de treino.

Foi avaliado pela comissão técnica como nome ideal para ser reserva de Tiago Volpi.

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