BANCÁRIOS

 

Mel amava Jet,

Que amava Telma,

Que amava Tristão,

Que não amava ninguém

Por ser funcionário

do Banco do Brasil.

Na década de 60

Bancário era rei

E rei tendo um harém

Vai-se apegar a quem?

 

Mary levou Jean

Para a porta de casa,

Que foi expulso humilhadamente:

“Minha filha não namora

com qualquer “pé-rapado!”

 

“Pé-rapado”, estudioso, bem educado,

casou-se com Lena e é amado

tendo dois filhos, que bem formados.

Mary, que pegou bucho de um bancário,

Nunca chegou ao pé do altar.

Perdida, a cidade toda em comentário,

Em  Fortaleza foi-se refugiar.

E ainda tem trauma – triste cenário!

 

A matéria, por quem o homem tanto se apega,

É areia movediça, é ilusão do ego.

Felicidade? – Só para quem a  alma entrega

Àquele que Rei da vida, da verdade, do aconchego

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