Caldas Neto - Entretenimento

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Sem categoria

1 de junho de 2010

A Gafe do mundial

O mundo todo entra na vitrine eletrônica na copa do mundo.
As nações fazem o mais puro e importante congraçamento da humanidade através da pureza e ingenuidade do futebol.
A arte se faz jogo e aguça a curiosidade ecumênica de ricos praticantes do capitalismo que dividem a bola com pobres sonhadores da glória desaparecida de um mundo mais fraterno e feliz .
Milhares de pessoas embuídas no espírito do maior show da globalização comungam afeição e trocam afetos de todas as formas distintas.
Um espetáculo de luzes e cores enche a mesa de afortunados e subalternos do consumo. Astros humanos mostram habilidades com os pés dignas de mãos artesãs.  Os continentes poderosos se curvam ante tal magia.  Nem mesmo os mais céticos conseguem fingir desatenção ao fervor que circunda o planeta azul.
Meu país, ah meu país… Onde tu estavas quando apagaram o mais belo dos brilhos da nossa constelação de craques do futebol?  Com que graça grassa o conceito do Dunga?
Obstruir um desejo que não é só nosso de ver nos palcos do grande encontro a sutileza harmônica que emana do habilidoso Gaúcho é como roubar o doce espiritual de adultos, neste momento, crianças que somos.
Cremos que a sapiência não deva ter nada contra ser convocada por técnicos de seleção.
O dissernimento obscuro de um  limitado ex-craque priva-me  pessoalmente de um deleite ímpar: orgulhar-me com a minha nação de exibir a todos os convivas nosso representante padrão.

 

Quem poderia se dar ao luxo
De furtar-se da lógica por um instante

E deixar de fora Ronaldo Gaúcho
Numa empreitada tão importante

Os holofotes não serão tão brilhantes
Com essa falta de noção
Faltou respeito conosco, vossos semelhantes
Pois esperamos quatro anos para ver a nossa seleção

Ronaldo é festa aos olhos de quem busca o prazer
De lances e dribles exuberantes
Feitiço que tenta nos convencer
De que a vida não é mais com antes

Por: Caldas Neto

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21 de maio de 2010

Cá estou eu de volta com saudade de alguns anos atrás

 

Olá amigos,

Cá estou eu de volta com saudade de alguns anos atrás. (vide foto de 1993)                                                                               

                                                                                                                                                                                                                               jrcaldasneto@gmail.com

cel. 89 9405 4789

Eis o resultado das charadas anteriores:     ( postadas em 24 de março de 2010,  veja página abaixo)

 

1-    SOBRECARGA

2-    LANTERNA

3-    VAGABUNDA

 

Obrigado aos amigos Renan Lima, Cecilins e todos que visitam  a coluna. Peço perdão pela demora em postar novas charadas  é que estive muito ocupado nestes últimos dias. Quanto ao amigo Gilvanni Carvalho, o  fera em charadas, Aí  vai uma especialmente para você.

 

AQUI O EXTRAÍDO DAS TRADIÇÕES POPULARES NAS CORRENTEZAS É UM  INSTRUMENTO DE REFERÊNCIA.  

                                                      1-2-2

Caro companheiro Gilvanni, peço enviar-me o teu e-mail. A minha coluna está precisando urgentemente de um editor.

 

 

Vamos solucionar as novas

 

1 – ANTES  O POSTO ERA FILHO DA GRAMÁTICA.

                       1- 3

2 – NO INÍCIO  EU ENXERGAVA O INTELECTO COM ANTECEDÊNCIA.

                                 1-2-2

3 – DEGLUTIR O DESEJO SEXUAL É UM BOM NEGÓCIO.

                                 2-2

4 – O PONTÍFICE É  ALEGRE COMO UMA AVE

                                 2-2

 

 

 

                                         GHOST

 

Eu trabalhei em três emissoras de rádio em minha cidade durante quase vinte anos. Bons tempos.

Há alguns anos atrás por problemas financeiros as duas últimas empresas que funcionavam no mesmo prédio tiveram que sair do ar.

Aí, eu fui obrigado a parar também.

Ou pelo menos achava que tivesse parado.

Mas, ainda hoje, me aparecem ouvintes  reivindicando um “alô” ou elogiando um programa (fantasma).     

                                   OSSOS DO OFÍCIO

 

 

Período chuvoso, coisa rara no sertão piauiense, muita lama nas estradas de chão,  ladeiras escorregadias, risco de atoleiro e  uma semi-velha C10,  antiga picape da Chevrolet,  deslizava, vez  por outra, cheirando as antigas estacas de precárias cercas de varas tortas. Na carroceria, encharcados de pingos e suor – e às vezes, até mesmo de pinga, iam os eufóricos passageiros que voltavam da cidade, sentados em sacos de mantimentos encharcados – arroz,  farinha, rapadura, sal… adquiridos  na feira de São João.

 

Caía a tarde e a visão do motorista já estava dormente e turva. Hora das poças de lama encenar suas peças.

 

Na boléia, uma mulher barriguda com outro bebê no colo, uma linda mocinha de olhos verdes e uma senhora idosa magra com uma travessa de dentes finos e compridos nos cabelos brancos mascando fumo disfarçadamente. No porta-luvas alguns pequenos utensílios de viagem, – de acesso mais fácil, estavam dois minúsculos tubos plásticos. Em um dava claramente para se ler a palavra superbond (adesivo), no outro só havia rastros de digitais calejadas.

 

Eis que de repente o carro, todo atravessado na bitola profunda,  empanca e apaga o fogo.

 

- Ai, ai, ai! – lamenta o chofer insistindo em acionar o motor submerso no baldeado lodo escuro. E agora José?…

 

Os pingos de chuva se escondem na escuridão que se avizinha, como que, colaborando com a moçada que salta arregaçando as mangas, disposta a empurrar a caminhonete “pra mode poder acabar de chegar em casa”.

 

O velho Chico com a direção entre as mãos sente-se um pouco cansado e atordoado com a labuta. Pede calma aos companheiros de viagem, e procura auxílio para sua hemorróidas estendendo o braço até alcançar a gaveta do painel da cabine. Com  experiência já consagrada em outras batalhas, destampa o tubinho milagroso, mela o dedo indicador e disfarçadamente atinge o seu objetivo e tal….

Psicologicamente aliviado, cria coragem e anima a turma da tração animal.

- Vamos lá pessoal!  Todo mundo botando força por igual…

 

Em poucos segundos, os vitoriosos e bravos nordestinos voltam a usufruir da montaria de ferro e rodas que rosna soltando pipocos de protestos pela prisão temporária no lodo. A rapaziada grita cheia de adrenalina ao ar livre e sente a recompensa da natureza em forma de brisa no veículo em movimento. Só alegria.

Naquela noite todos dormiram profundamente com a sensação do dever cumprido.

 

Ou melhor, quase todos. Infelizmente alguém ao fazer algumas das obrigações antes de armar a rede para o tão merecido descanso, sente a esquisita sensação de estar com um orifício a menos no  corpo.

- Ô DESGRAÇA!  

- O que foi  ôme?

-Acho que andei colando o que não devia. Será o Benedito?!…

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24 de março de 2010

Caros amigos aí estão novas charadas e o resultado das anteriores 23.03.10

NOVAS CHARADAS

1. Em cima do fardo está o excesso. (2-2)

2. A internet é meiga e ilumina. (1-2)

3. Ela anda sem destino com um traseiro de má qualidade. (2-2)

Obs. a terceira charada é exclusiva para maiores de idade.

 

 Solução das anteriores:

1. A extremidade da base é como o chute. (2-1)

     PONTAPÉ

2. Ele levanta o alimento com uma espécie de porta. (2-1)

      ALÇAPÃO

3. Pese a nota musical com aquilo que é preciso ser feito. (2-1)

      TAREFA (Palavra encontrada no texto -  Os meninos e o Constâncio. Foi dada a dica)

 

Acertadores:

Apenas o uma acertador entrou em contato com a coluna. O amigo Gilvanni Carvalho de Amorim,  funcionário do Banco do Brasil em Teresina-Pi, e escritor ( Relatos da Aldeia). Quero aproveitar o ensejo e agradecer mais uma vez ao ilustre conterrâneo pelas palavras de encorajamento e pelo elogio sincero.  

                                 

PARA RELAXAR

 

Tio zé

Influenciado pelos seus primos, o garotinho de um amigo, costumava tratá-lo por  “tio Zé”, ao invés de chamá-lo de pai. Que vexame! Um presente, talvez  resolvesse a situação, apostou meu colega:

- Olha, meu filho, eu trouxe uma bicicletinha para você.

- Ôba!

- Mas, de hoje em diante, não esqueça, eu quero que você me chame de pai e não de tio, pois eu sou seu papai, está bem filhinho?

­- Tá bom demais,  pode confiar em mim, “tio Zé”.

 

______________________________________________________________ 

 

 

Grãos de milho

Naquela tarde de verão nordestino, o velho fazendeiro descansava em uma preguiçosa de madeira e bebericava  com a ponta dos lábios, em forma de bico, o café quente e forte,  feito em chaleira de ferro e fogão de lenha.  Do terreiro, algumas aves mais afoitas adentravam a sala de visitas passando pela cozinha a procura de alguma coisa que substituísse o milho que começava a faltar em sua dieta. A estiagem, muito conhecida por nossos avós, começava a judiar dos bichinhos. Em frente ao celeiro a dona da casa fazia plantão com um manguá na mão.

O visitante estava de passagem, tinha paradeiro mais adiante. E aquela era uma escala importante para falar com a sua comadre sobre as  novidades da cidade, da política local e até mesmo, de fazer o seu papel de cabo eleitoral. No bolso da camisa sempre carregava seus óculos de lentes grossas de bom grau para leitura e um inseparável lenço branco para tirar o excesso de poeira das estradas de chão, de barro seco. Naquele dia havia algo mais que armações e lentes de vidro no seu peito.

- O que seria? – pensou dona Joana – Seu Chico é homem vaidoso.

Desta vez lideradas por um galo inflado de penas  chuviscadas de vermelho com amarelo,  um bando de galinhas  saqueadoras disputava minúsculos fragmentos de beiju, aproveitando a  distração da prosa dos humanos.

 E foi aí que a onça bebeu água.

Incomodado pelas narinas cheias de terra,  o  homem  tenta sacar apenas o lenço para a assepsia nasal, mas o objeto não identificado pula do seu bolso e se estende no piso estucado de barro, espalhando comprimidos de viagra por toda a sala.

Que deleite!

Os galináceos partiram com tudo para matar a saudade dos tão sumidos grãos. Em fração de segundos o belo galão mostrou sua eficiência com o bico, devorando uma boa porção  daquelas “sementinhas de milho” um tanto azuladas.  A dona do galinheiro precisava por ordem na casa. A chibata comeu sem pena nas penas dos bichinhos. Mas, já era tarde. E em poucos minutos o terreiro pegou fogo. Dizem as más línguas que quase não escapou ninguém. Patas, galinhas chocas, marrecas, franguinhas… foi tudo pro beleléu.  O papagaio – macaco velho -,  protegido do perigo, assistia a tudo de camarote no telhado e ainda narrava os acontecimentos afrodisíacos empolgadíssimo:

- Arrocha! Arrocha!  Arrocha!…

 

 

 

Comentário: Peço desculpas por não haver revisão nos textos. Tudo é feito de improviso é apenas uma brincadeira. Caldas Neto

ATENÇÃO: Escreva para o meu e-mail jrcaldasneto@gmail.com

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6 de março de 2010

Novas charadas e o resultado das duas anteriores

Aqui estão novas charadas e o resultado das duas anteriores:

RESPOSTAS
1. O orgão neste momento está em combate. (2-1)
   A resposta certa é PELEJA: Orgão = pele (o maior órgão do corpo humano).  Neste momento = Ja (já)
Pele (2 sílabas)  + Ja (já) (1 sílaba)   PELEJA   Não foram identificados os acertadores

2. Antes o ato de julgar causava perdas. (1-3)
   A resposta certa é PREJUÍZO: Antes = pre    +  Ato de julgar = juízo,   Pre (1 sílaba) + juízo (3 sílabas)
O único acertador a entrar em contato, foi o colega   José  Filho, amigavelmente conhecido com Kila – funcionário da Prefeitura de Pedro Laurentino
   �
NOVAS CHARADAS
1. A extremidade da base é como um chute.(2-1)
2. Ele levanta o alimento com uma espécie de porta. (2-1)
3. Pese a nota musical com  aquilo que é preciso ser feito. (2-1)
Obs. A solução da 3ª charada está dentro do texto abaixo.
       �
PARA RELAXAR
Os meninos e o Constâncio
Em minha cidade havia um desses perturbados mentais de rua  muito populares,  principalmente entre os garotos da  minha época. Sofrendo, como todos nós viventes, a influência do mundo capitalista, Constâncio fazia cédulas quase perfeitas, à primeira vista, com lápis grafite de coleção escolar. O  que impressionava bastante, era uma verdadeira obra de arte. De alguma forma nós éramos amigos dele.
Uma vez alguém o levou para conhecer uma das cidades vizinhas mais próximas, tarefa difícil já que o cara tinha muito medo de ser envenenado e tinha pavor de onça. Enfrentou os cem quilômetros de estrada de terra meio desértica, de olhos esbugalhados, com medo do tal bicho.�
De volta, a meninada tava toda assanhada para vê-lo. Com quase dois dias fora, já havia um misto de saudade e a desconfiança de que o adulto que o levara quizesse tirar esse incômodo da nossa praça e deixa-lo por lá mesmo.�
- O Constâncio chegou!  O Constâncio  chegou! – gritavam os coleguinhas em disparada. E o bando de moleques já contava com uns oito rumo a praça da igreja. Neguinho não voltava atrás nem para pegar bolinhas de gude que saiam dos bolsos furados em movimento.
- Tá aqui não, ele entrou na igreja.
Sentamo-nos na calçada de tijolos da santa matriz de São João Batista ofegantes, mas receosos de avançar o sinal. O padre era muito rígido com meninos descalços e com barriga rajada de grude.
- Lá vem ele, – falei, me desentendendo com a minha timidez de menino magrela que apanha de todo mundo.
O nosso amigo certamente sentia o mesmo apego por nós. Sem o menor esboço de sorriso, como sempre, parecendo um homem sério, ele integrou a gangue de ladrões de goiaba, manga e caju da beira do rio. Ávidos pelas novidades da viagem todos queriam intrevistá-lo primeiro.
Mas foi o próprio quem disparou a principal curiosidade.
- A lua de lá é maior do que a daqui, isso eu aposto com qualquer um…

 

 

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Meus netos
Meu netinho  João Pedro, 8 anos,  estava me contando que quase fez um gol na escola, havia acertado a trave. Considerando-se a habilidade com a bola, algo meio desastroso em nossa família, eu  ouvia aquilo como um fato promissor. Foi quando a minha netinha Nicole, que parecia alheia à conversa brincando em volta, me saiu com essa:
- Êi João Pedro, e não tinha barreira não?      

Agradeço aos amigos Kila, Leônidas e todos que acessão meu blog
Caldas Neto
jrcaldasneto@gmail.com

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24 de janeiro de 2010

CHARADAS 240110

Exemplos de como solucionar charadas na coluna Caldas Neto: Entretenimento  

 AQUI E AGORA EU COMO UMA FRUTA (1-1)

 A charada é saber qual fruta tem o nome formado pela junção de um sinônimo da palavra “aqui” com uma silaba + um sinônimo da palavra “agora” com uma silaba.

Ignora-se os acentos e o sentido da frase, às vezes usa-se algo que se refere a palavra da frase em vez de sinônimo.

Então veja a resposta: Cajá.

é igual a aqui e é igual a agora.

Observa-se que a palavra chave que será a solução do enigma, é formada por sílabas que serão obtidas dentro do contexto.

Vejamos: AQUI = cá (ca), AGORA=já – CA(uma sílaba)+JA(uma sílaba) = cajá  (1-1).

O final deve ter muito a ver com a palavra que soluciona a charada.

Portanto CAJÁ (solução) tem a ver com FRUTA (final do enunciado da charada). Este exemplo é de uma charada muito fácil. Vejamos outros exemplos:

MAIS UMA VEZ        O       ACASALAMENTO É UM ALIMENTO (1-2)

        Bis                         +       coito                   =     biscoito

Palavra com uma silaba          palavra com duas silaba

E tem tudo haver com            e é relacionada com a

pedir mais uma vez                palavra usada na frase

Vamos raciocinar: MAIS UMA VEZ = bis, ACASALAMENTO = coito. Então a solução é:  BISCOITO; (que tem  haver com ALIMENTO).

O que significa 1-2 ou 2-3?  Significa o número de sílabas dos sinônimos das

palavras que formarão a resposta. Exemplo: “MÁS” tem 1 sílaba, “CARA” tem 2 silabas, portanto   (1-2). 

ELAS SÃO AS PÉSSIMAS FACES DO DISFARCE. (1-2).

Resposta =       mas  + ca – ra  =   mascara

                               1          2

Mas se você já é fera em charadas: mate essas…

 1) O órgão nesse momento está em combate (2 – 1)

 2) Antes o ato de julgar causava perdas (1 – 3)

 As respostas devem ser enviadas para o e-mail do colunista:

 AGUARDE NOVAS CHARADAS NESTA COLUNA.