Olá amigos,
Cá estou eu de volta com saudade de alguns anos atrás. (vide foto de 1993)
jrcaldasneto@gmail.com
cel. 89 9405 4789
Eis o resultado das charadas anteriores: ( postadas em 24 de março de 2010, veja página abaixo)
1- SOBRECARGA
2- LANTERNA
3- VAGABUNDA
Obrigado aos amigos Renan Lima, Cecilins e todos que visitam a coluna. Peço perdão pela demora em postar novas charadas é que estive muito ocupado nestes últimos dias. Quanto ao amigo Gilvanni Carvalho, o fera em charadas, Aí vai uma especialmente para você.
AQUI O EXTRAÍDO DAS TRADIÇÕES POPULARES NAS CORRENTEZAS É UM INSTRUMENTO DE REFERÊNCIA.
1-2-2
Caro companheiro Gilvanni, peço enviar-me o teu e-mail. A minha coluna está precisando urgentemente de um editor.
Vamos solucionar as novas
1 – ANTES O POSTO ERA FILHO DA GRAMÁTICA.
1- 3
2 – NO INÍCIO EU ENXERGAVA O INTELECTO COM ANTECEDÊNCIA.
1-2-2
3 – DEGLUTIR O DESEJO SEXUAL É UM BOM NEGÓCIO.
2-2
4 – O PONTÍFICE É ALEGRE COMO UMA AVE
2-2
GHOST
Eu trabalhei em três emissoras de rádio em minha cidade durante quase vinte anos. Bons tempos.
Há alguns anos atrás por problemas financeiros as duas últimas empresas que funcionavam no mesmo prédio tiveram que sair do ar.
Aí, eu fui obrigado a parar também.
Ou pelo menos achava que tivesse parado.
Mas, ainda hoje, me aparecem ouvintes reivindicando um “alô” ou elogiando um programa (fantasma).
OSSOS DO OFÍCIO
Período chuvoso, coisa rara no sertão piauiense, muita lama nas estradas de chão, ladeiras escorregadias, risco de atoleiro e uma semi-velha C10, antiga picape da Chevrolet, deslizava, vez por outra, cheirando as antigas estacas de precárias cercas de varas tortas. Na carroceria, encharcados de pingos e suor – e às vezes, até mesmo de pinga, iam os eufóricos passageiros que voltavam da cidade, sentados em sacos de mantimentos encharcados – arroz, farinha, rapadura, sal… adquiridos na feira de São João.
Caía a tarde e a visão do motorista já estava dormente e turva. Hora das poças de lama encenar suas peças.
Na boléia, uma mulher barriguda com outro bebê no colo, uma linda mocinha de olhos verdes e uma senhora idosa magra com uma travessa de dentes finos e compridos nos cabelos brancos mascando fumo disfarçadamente. No porta-luvas alguns pequenos utensílios de viagem, – de acesso mais fácil, estavam dois minúsculos tubos plásticos. Em um dava claramente para se ler a palavra superbond (adesivo), no outro só havia rastros de digitais calejadas.
Eis que de repente o carro, todo atravessado na bitola profunda, empanca e apaga o fogo.
- Ai, ai, ai! – lamenta o chofer insistindo em acionar o motor submerso no baldeado lodo escuro. E agora José?…
Os pingos de chuva se escondem na escuridão que se avizinha, como que, colaborando com a moçada que salta arregaçando as mangas, disposta a empurrar a caminhonete “pra mode poder acabar de chegar em casa”.
O velho Chico com a direção entre as mãos sente-se um pouco cansado e atordoado com a labuta. Pede calma aos companheiros de viagem, e procura auxílio para sua hemorróidas estendendo o braço até alcançar a gaveta do painel da cabine. Com experiência já consagrada em outras batalhas, destampa o tubinho milagroso, mela o dedo indicador e disfarçadamente atinge o seu objetivo e tal….
Psicologicamente aliviado, cria coragem e anima a turma da tração animal.
- Vamos lá pessoal! Todo mundo botando força por igual…
Em poucos segundos, os vitoriosos e bravos nordestinos voltam a usufruir da montaria de ferro e rodas que rosna soltando pipocos de protestos pela prisão temporária no lodo. A rapaziada grita cheia de adrenalina ao ar livre e sente a recompensa da natureza em forma de brisa no veículo em movimento. Só alegria.
Naquela noite todos dormiram profundamente com a sensação do dever cumprido.
Ou melhor, quase todos. Infelizmente alguém ao fazer algumas das obrigações antes de armar a rede para o tão merecido descanso, sente a esquisita sensação de estar com um orifício a menos no corpo.
- Ô DESGRAÇA!
- O que foi ôme?
-Acho que andei colando o que não devia. Será o Benedito?!…