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Ciro Nogueira recebeu propina do plano de saúde Geap, diz Istoé

Reportagem da Revista Istoé, publicada na semana passada

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Segundo a reportagem, a propina cobrada era de 10% do valor total do repasse que deveria ser feito às instituições hospitalares.

Uma reportagem da Revista Istoé, publicada na semana passada, acusa o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, de participar de um esquema que cobrava propina de hospitais e fornecedores de materiais hospitalares que mantêm convênio com a Geap Autogestão em Saúde. A Istoé diz que o esquema era “orquestrado pelo PP”. Segundo a reportagem, a propina cobrada era de 10% do valor total do repasse que deveria ser feito às instituições hospitalares. Os maiores beneficiados do esquema, além do senador Ciro, seria o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), o ex-deputado Paulo Maluf (SP) e o ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PR).

O esquema

O caso, segundo a Istoé, está sendo investigado pela Polícia Federal no inquérito IPL 1227/2016-4. Ainda segundo a reportagem, por ano a Geap arrecada cerca de R$ 2,4 bilhões; sendo assim, 10% desse montante resultaria em milhões de reais. A Istoé conseguiu arquivos de uma conversa de 2014 protagonizada pelo advogado da empresa Supriline, Fernando Motta e a gerente interina da regional da Geap no Rio de Janeiro, Cristiane de Castro, que havia sido nomeada em uma intervenção na Agência Nacional de Saúde. Na conversa o advogado falava que Kleber e Nilton ameaçaram o diretor presidente da empresa, que não se rendeu. De acordo com as mensagens “eles disseram que o pagamento dos Títulos Protestados não iriam sair como retaliação”. O advogado diz ainda que existe um “esquema com o Superintendente da Geap”.

“As pessoas que procuraram pelo Diretor da Supriline chamam-se Nilton e Kleber e falaram que tem um esquema com o Superintendete da Geap. Disseram inclusive os créditos que a empresa tem para receber eferentes ao protestos eles poderiam viabilizar imediatamente desde que houvesse um acerto do recebimento de 10%”, diz a mensagem.

Intervenção

Cristiane de Castro foi chamada em 2013 justamente para tentar acabar com o esquema, mas não conseguiu. Em entrevista à Istoé, Cristiane disse que foi abordada por prestadores de sérvio que questionaram sobre o esquema. “Eu cheguei a ser abordada por prestadores de serviços, que perguntaram como é que ia continuar o esquema”, disse.

O senador Ciro Nogueira então indicou Laércio Roberto Lemos de Sousa para presidir o Conselho Administrativo da entidade (Conad) e Ricardo Barros, então ministro da Saúde, indicou Rodrigo de Andrade Vasconcelos para fazer parte do Conad.

Ao chegar na entidade, segundo reportagem da Istoé, Rodrigo votou pela terceirização do núcleo jurídico da Geap. Antes o custo mensal dos advogados do Geap era de R$ 400 mil, mas ao passar para o escritório Nélson Willians & Advogados Associados, o valor saltou para R$ 2 milhões por mês.

Outro lado

Procurado na manhã desta segunda-feira (4), o senador Ciro Nogueira não foi localizado pelo GP1.

Andressa Martins/GP1

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